Autor: dannygbr

  • [TRADUÇÃO Kentaro Ito × GACKT: Entrevista Especial] Consultant — Shi o Shippitsu Suru Otoko — (コンサルタント ―死を執筆する男―)

    [TRADUÇÃO Kentaro Ito × GACKT: Entrevista Especial] Consultant — Shi o Shippitsu Suru Otoko — (コンサルタント ―死を執筆する男―)

    No dia 7 de junho (domingo), estreia na WOWOW o dorama  “Consultant — Shi o Shippitsu Suru Otoko —” (コンサルタント ―死を執筆する男―.

    Trata-se da primeira adaptação audiovisual de uma obra de literatura coreana (K-literature) feita pela WOWOW. O protagonista Isaki Yo, um homem comum que se transforma em um consultor especializado em “assassinatos”, é interpretado por Kentaro Ito, enquanto o misterioso Kurokawa Akimine, que mudará drasticamente o destino de Isaki, é interpretado por GACKT.

    Realizamos uma entrevista especial com os dois, que atuam juntos pela primeira vez nesta obra. Os dois atores, que encararam seriamente esse suspense sombrio com um tema proibido, falaram bastante sobre seus sentimentos em relação à produção, histórias dos bastidores e os destaques do dorama.


    O “impacto” do roteiro e a construção dos personagens

    — Conte-nos como se sentiram quando souberam que participariam da obra e qual foi a impressão ao entrar em contato com a história pela primeira vez.

    Ito:
    No começo, quando ouvi a explicação geral da história, imaginei que fosse algo mais voltado para ação, em que eu mesmo sairia eliminando pessoas diretamente. Então fiquei empolgado pensando: “Ótimo, ação!”. Mas, quando li o roteiro, era algo completamente diferente…
    A ideia de que o protagonista escreve um “roteiro de assassinato” e alguém em algum lugar executa exatamente aquilo era uma configuração que eu nunca tinha visto antes. Achei muito interessante.

    GACKT:
    Quando li o roteiro e confirmei o nome do meu personagem, a primeira coisa que pensei foi: “Essas falas não estão longas demais…?”

    Ito:
    Hã!?

    GACKT:
    Sério, não é exagero dizer que essa foi minha primeira impressão…
    Na primeira leitura do roteiro, o Kentaro deixou escapar: “Ainda bem que essas falas não são minhas”.

    Ito:
    Ahahahaha. É verdade. O Kurokawa interpretado pelo GACKT tinha muitas falas explicativas, ele ficava falando o tempo todo no roteiro. Pensei: “isso deve ser difícil”.

    GACKT:
    Na hora pensei: “Será que vou conseguir decorar isso!?”
    Até procurei no roteiro se não tinha outro papel pra mim (risos).

    Ito:
    Não, não, não existe outro papel que combine com o GACKT-san! (risos)

    GACKT:
    Enfim, minha primeira impressão foi que seria algo bem pesado.


    — Durante a construção do personagem, houve algum ponto em que vocês se concentraram ou deram atenção especial?

    Ito:
    Eu queria deixar uma diferença clara entre o Isaki antes e depois de conhecer o Kurokawa.
    Não apenas na aparência, mas também no tom de voz, na tensão e até na atmosfera que ele transmite. Queria mudar a ponto de parecer outra pessoa. Isso era algo que eu pensava sozinho, mas também fui construindo junto com o diretor através das conversas no set.

    Felizmente, nos primeiros dias de gravação conseguimos filmar as cenas antes do encontro com o Kurokawa. Isso me ajudou a entrar no personagem gradualmente, o que facilitou bastante.

    GACKT:
    O Kurokawa é um homem cujas intenções são impossíveis de entender, e nem dá para saber se ele está sendo sincero.
    Por isso, quis que todas as palavras dele soassem quase surreal, então procurei falar de forma propositalmente calma e neutra.

    Mesmo quando parecia estar olhando para a pessoa, na verdade ele não estava realmente olhando… inclusive na forma de direcionar o olhar, tentei passar uma presença meio “flutuante”. Achei que, se ele não fosse um personagem assim, o drama não funcionaria.


    — Ouvi dizer que, desde a leitura inicial do roteiro, o GACKT passou por bastante tentativa e erro.

    GACKT:
    Na verdade, na leitura inicial eu estava interpretando com uma voz bem grave.
    Mas desse jeito o lado “assustador” acabava ficando forte demais. Então comecei a achar que, para transmitir mais uma sensação de “perigoso mas ambíguo”, talvez fosse melhor usar um tom mais leve e gentil.

    Eu gravava a voz e mandava para o diretor perguntando: “O que acha desse tom?”. Fomos trocando bastante ideias até definir a voz final usada nas gravações.


    Um set tão tranquilo que a equipe chegou a agradecer

    — Conte-nos algum episódio marcante durante as gravações.

    Ito:
    A primeira cena que gravei com o GACKT-san foi a do encontro entre Isaki e Kurokawa num sebo. No instante em que o Kurokawa interpretado pelo GACKT entrou naquele espaço apertado, surgiu uma atmosfera extremamente estranha (risos).
    Era muito forte a sensação de: “Definitivamente alguém assim não apareceria num lugar desses!”. Mas também achei que aquilo simbolizava o “começo” da obra. Afinal, a relação entre Isaki e Kurokawa, antes de Isaki entrar no mundo da consultoria de assassinatos, começa justamente naquele ambiente.

    GACKT:
    Desde aquela primeira cena no sebo, as filmagens foram tranquilas o tempo inteiro.
    Minha impressão das cenas com o Kentaro é basicamente essa. Quase não tivemos refilmagens e não lembro de repetir diálogos várias vezes. Era sempre algo tipo: “Já terminou!?”.

    Ito:
    Sim, foi assim mesmo.
    Isaki e Kurokawa tinham muitas cenas dentro do carro, né? Gravamos tudo isso em um único dia e, mesmo assim, terminamos umas oito horas antes do previsto.

    GACKT:
    Começamos de manhã e era para terminar às 19h ou 20h, mas no começo da tarde já estava tudo encerrado. Talvez tenha sido o dia em que a equipe mais agradeceu a gente.

    Ito:
    Depois disso eu até fui pra sauna (risos).
    Acho que tudo fluiu tão bem porque o GACKT-san chegava com aquelas falas enormes completamente decoradas.

    GACKT:
    Eu praticava as falas todos os dias. Mesmo quando ia pescar ficava murmurando sozinho o tempo todo. Como eram explicações intermináveis sobre assassinatos, devia parecer uma pessoa bem suspeita (risos).


    A comunicação entre dois atores que criaram sintonia rapidamente

    — Conforme a história avança, a relação entre Isaki e Kurokawa também muda.

    GACKT:
    Se falarmos do Kurokawa, achei melhor não alterar muito o tom dele, independentemente de qual dos “dois lados” do personagem estivesse aparecendo.
    Não importa sua posição, ele mantém sempre o mesmo tom. Além disso, ele não considera errado o que faz.

    Ele fala constantemente em um nível acima de conceitos como “justiça” e “mal”, mantendo sempre o mesmo olhar sobre tudo.
    Só houve uma única vez em que ele deixou escapar um pouco de sua verdadeira natureza: na cena do episódio 2 em que explica a “estrutura do mundo” para Isaki. Meu clímax terminou ali.

    Ito:
    No episódio 2!? Foi cedo demais! (risos)
    Mas é verdade, o Kurokawa nunca perde a consistência.

    GACKT:
    Provavelmente algo aconteceu no passado dele…

    Ito:
    Já o Isaki, conforme vai escrevendo os roteiros, começa a perder as dúvidas e o “coração” que tinha originalmente, passando a encarar o trabalho num estado quase de vazio. Mas depois acontece algo que volta a mexer profundamente com suas emoções…
    Durante toda a história, os sentimentos dele ficam oscilando.

    Na cena final, quis expressar algo que apenas um Isaki que passou por todas aquelas emoções conseguiria entender. Algo que, para quem vê de fora, causasse a sensação de: “Que emoção é essa?”.
    Foi difícil encontrar esse equilíbrio delicado entre não deixar tudo explícito demais, mas também não ficar sem expressão nenhuma. Trabalhei isso conversando bastante com o diretor.


    — Apesar de ser a primeira atuação conjunta, ouvi dizer que vocês criaram uma grande sintonia. Como eram as conversas entre vocês nos intervalos das gravações?

    Ito:
    Conversamos muito no set. Mas 90% do conteúdo não pode ser contado aqui… (risos).
    Ainda assim, graças a isso consegui relaxar bastante, e fiquei feliz porque o GACKT-san me tratou de maneira muito aberta.

    Também tive a chance de perguntar sobre a vida pessoal dele. Sobre a vida na Malásia, por exemplo, ou até: “Como você costuma dormir normalmente?” (risos).
    Na minha cabeça, eu nem conseguia imaginar o GACKT-san dormindo numa cama, então aproveitei para perguntar várias coisas.

    GACKT:
    Falamos sobre a vida na Malásia, treino, pesca, o que costumo comer…
    Esses assuntos foram uns 5%. Os outros 95% não podem ser revelados aqui.

    Ito:
    Ahahahaha. Mas, no fim, são justamente essas conversas que aproximam os homens (risos).


    — Houve algum momento em que pensaram: “Ainda bem que foi essa pessoa”?

    GACKT:
    O Kentaro fala claramente o que pensa.
    Mesmo sobre o personagem ou os diálogos, é melhor alguém falar direto do que ficar rodeando por educação. Assim o trabalho anda mais rápido e o set funciona melhor.

    Nesse sentido, a forma como ele conduzia tudo como protagonista, o ritmo e a velocidade, era muito agradável. Facilitou bastante para mim também.

    Ito:
    Muito obrigado.

    GACKT:
    Na atuação também pensei sinceramente: “Ah, então ele faz esse tipo de expressão” ou “ele é muito bom”.
    Essas coisas são legais. E eu também senti: “Valeu a pena decorar todos aqueles monólogos enormes”.

    Ito:
    Nossa, fico muito feliz! É uma honra ouvir isso.
    No começo eu me perguntava quem poderia interpretar Kurokawa, um personagem tão essencial para a essência da história. Então, quando soube que seria o GACKT-san, tudo se conectou perfeitamente na minha cabeça.

    Desde a leitura inicial, ele já mostrava uma interpretação acima até mesmo do que eu imaginava para o Kurokawa, e isso me motivou ainda mais.
    O carisma e a atmosfera que só o GACKT-san consegue transmitir… sinceramente, tanto como Kentaro Ito quanto como Isaki Yo, senti muita gratidão por ter sido ele. Acho mesmo que ninguém além do GACKT-san conseguiria interpretar Kurokawa.

    GACKT:
    E o recepcionista do hotel que aparece no episódio 1?

    Ito:
    Seria intenso demais. O GACKT-san roubaria completamente a cena (risos).


    — Pessoalmente, achei que seria interessante ver um spin-off focado no passado de Kurokawa.

    Ito:
    Ah, realmente parece interessante!

    GACKT:
    No spin-off do Kurokawa, ele tiraria aquela luva preta assim pof… e a mão sairia revelando uma arma.

    Ito:
    Isso já virou completamente “Cobra”! (risos)


    A música-tema escrita por GACKT dá ainda mais impacto à obra

    — A música-tema é “FALL AGAIN”, um lançamento do GACKT após nove anos, escrito especialmente para esta obra. Que tipo de sentimento você colocou na composição?

    GACKT:
    Primeiro, pensei em criar algo que pudesse funcionar em qualquer ponto do drama e ainda impulsionar a narrativa dali em diante.
    Também queria representar a linha emocional em que o protagonista, em meio aos conflitos, chega a um ponto sem retorno.

    Mas se escrevesse isso em japonês ficaria dramático demais, então decidi usar letras em inglês para dar um ar mais afiado e intenso à obra.
    Coloquei a imagem de instabilidade emocional, de alguém que parece encontrar salvação mas volta a cair outra vez.


    — Houve algum pedido específico da produção?

    GACKT:
    Disseram apenas: “Faça do jeito que quiser”.
    …E isso é justamente o mais difícil (risos).

    Depois, quando ouviram a primeira demo, disseram: “Está incrível”. Então prometi: “A versão final vai ficar dez vezes mais incrível”.
    Mas no caminho de volta pensei: “Não devia ter falado aquilo…” (risos).

    O prazo era extremamente apertado, então fiquei ajustando a mixagem até o último momento. Hoje em dia muita gente escuta música com fones de ouvido, então tomei cuidado para que ela soasse impactante também nesse ambiente. Quero muito que as pessoas escutem tanto nos alto-falantes quanto nos fones.


    — Qual foi a impressão do Ito ao ouvir a música?

    Ito:
    Parece até injusto resumir apenas dizendo “é incrível”, mas realmente é MUITO incrível!
    Tem uma parte em que o estilo da música muda completamente, e senti que isso se conecta muito com a mente do Isaki.

    Eu também sinto diariamente a importância da música em dramas e filmes, e desta vez estou extremamente ansioso para ouvir a faixa tocando dentro da obra.

    GACKT:
    Quero que usem a música de um jeito bem impactante.


    — Por fim, deixem uma mensagem para os espectadores.

    Ito:
    Acho que os doramas da WOWOW têm uma liberdade muito grande de expressão.
    Representações de cadáveres, sangue ou cigarro, por exemplo, dependendo da obra, podem se tornar elementos essenciais, quase como um tempero importante.

    Poder retratar até esses detalhes é uma grande qualidade das produções da WOWOW.

    Essa obra também aborda um tema pouco comum, e há muitos momentos tensos e cheios de suspense. Dá para aproveitar acompanhando pela perspectiva do Isaki, mas também acho que haverá momentos em que as palavras do Kurokawa vão fazer o público parar para refletir.
    Acredito que seja uma obra que leva as pessoas a pensar em coisas que normalmente não considerariam no cotidiano.

    GACKT:
    Ultimamente ouço dizer que existem pessoas que assistem doramas em velocidade acelerada, e talvez isso aconteça porque os próprios criadores acabaram levando o público a isso.
    Mas este dorama tem um desenvolvimento extremamente rápido. Se juntássemos os seis episódios, daria para transformar tudo em um único filme, de tão forte e enxuto que é.

    Esse bom ritmo é uma grande vantagem nos dias atuais, e acho que a obra também será bem recebida no exterior.

    Kurokawa fala muito sobre vida e morte de maneira filosófica. Ele explica calmamente que “justiça” e “mal” mudam completamente dependendo do ponto de vista, da posição, da religião, do país e da história.

    Dentro da obra ele fala isso para Isaki, mas acredito que as palavras dele também vão atingir quem estiver assistindo.
    É quase um questionamento dirigido a todas as pessoas que vivem na estabilidade e consideram aquele ambiente algo garantido. Então espero que assistam pensando também em como recebem essas palavras.

    TRADUZIDO DE: WOWOW

    Fotos: WOWOW

     

     
  • [PARTE 2- YFCz @CARIOCA CLUB – LIVE REPORT] GACKT – ATTACK OF YELLOW FRIED CHICKENZ 07.02.26 – SÃO PAULO, BRASIL

    [PARTE 2- YFCz @CARIOCA CLUB – LIVE REPORT] GACKT – ATTACK OF YELLOW FRIED CHICKENZ 07.02.26 – SÃO PAULO, BRASIL

    CLIQUE AQUI SE AINDA NÃO LEU A PARTE 1 DA NOSSA JORNADA!

    ATTACK OF YELLOW FRIED CHICKENZ

    A banda se posiciona no palco com suas máscaras pitorescas. É chegado o momento, MAOU, “o rei demônio” surge imponente para arrebatar a alma do público que aguardava ansiosamente.

    A primeira música “Dybbuk”, dá espaço a demonstração de toda a sensualidade do rei demônio enquanto mescla diferentes ritmos pra levantar a galera. Então ouve-se um rugido: “BRASIL!”, oficializando o início dessa noite histórica para os fãs de Jrock no nosso país.

    Seguimos, então com a inédita “Fall Again”, melódica e intensa, falando sobre superação. Com o início de “Speed Master”, MAOU clama por nossas almas, “Me mostre sua alma Brasil!”. E pra cada verso de “Kimi no koto wo aishite” (eu te amo), apontava um fã, arrebatando sua alma.

    A coreografia de “Dispar” leva todos a um novo patamar de energia. Ao final, MAOU quer ouvir o grito da galera incitando os “brothers” e depois as “sisters”, seguindo com o grito de guerra “YFC”. Sem cortes nem interrupção seguimos para “Maria”, a qual GACKT canta com uma energia hipnotizante.

    “Until the last day” acalma um poucos os ânimos e nos leva a melodia psicodélica de “Suddenly”, mais melódica e romântica, fazendo com que todos ouvissem atentos sentindo a potência da energia e voz de GACKT, que se entrega à emoção e se abaixa pra cantar. No entanto, os shows da YFCz não tem espaço pra melancolia, GACKT se levanta elevando a energia novamente para “Ride Or Die”.

    GACKT grita “Eu sei que vocês me amam! Vocês não me amam?” e “Vanilla 0” explode com direito a coreografia sensual. A galera vai à loucura, com certeza era uma das músicas mais esperadas (senão a mais esperada) da noite.

    A energia continua em alta e agora é hora de “Jounetsu no Inazuma” que termina com um grito de “Me mostrem o quanto vocês me amam!” seguido de um “Me mostrem quanto vocês querem FXXXX comigo!” levando todos ao delírio e a gritarem cada vez mais. “Me deixem sentir seu interior”, incitando novamente o coro de “YFC”.

    Finalmente é o momento de “Jesus”. Todos cantam com entusiasmo o sucesso do álbum RE:BORN em um coro bonito de se ver. Embalados por um “Eu quero sentir mais vocês!”, “brothers”, “sisters”, a conexão entre banda e público se torna ainda mais evidente.

    Pra última música, “All my love” foi escolhida. Intensa e com a mensagem de que estamos todos conectados de alguma forma. Na minha opinião, o ponto alto da noite. Houve uma entrega absurda de GACKT durante a execução da canção, acrescentando até mesmo sua respiração ofegante ao final que interpreto como um sentimento de gratidão. Nesse momento houve comoção geral e ele foi ovacionado. E então veio o discurso, inicialmente em inglês:

    “Nós nascemos no mesmo planeta
    Nós nascemos na mesma era
    E finalmente nos encontramos
    Eu não acredito que isso seja coincidência
    É destino…
    Além da distância
    Além dos mares
    Até mesmo falando línguas diferentes
    Nossos corações estão sempre conectados
    Você pode sentir
    Coloque sua mão sobre o peito
    Sinta meu coração
    E lembre-se disso:
    Eu estou sempre, eu estou sempre com você!”

    A última frase foi dita em português com todo o fôlego que ainda restava a ele.

    A música seguiu, encerrando aquele momento que parecia mais um sonho e anunciando o final do espetáculo.

    GACKT deixa o palco com um sorriso, porém claramente exausto.

    Como de costume, a banda e GACKT voltam para o encore; “Mata koko de aimashou” nos dá a esperança de que logo poderemos encontrá-los novamente.

    A promessa foi selada em português com GACKT já quase sem forças: Vamos nos encontrar!”. Por final, um “Eu amo todos vocês”, enquanto o público parecia doar suas energias a ele com o coro: GAKUTO EU TE AMO!. Encerrando com o tradicional “olê, olê”.

    “Vamos nos reencontrar! Vamos nos ver aqui outra vez!” – diz GACKT em português.

    Com certeza uma noite memorável a todos os fãs de Jrock no Brasil!

    GACKT esperamos te ver de novo muito em breve !

    CONSIDERAÇÕES FINAIS

    Foi incrível poder interagir diretamente com os membros da banda. Dessa forma, conseguimos entregar as camisetas personalizadas que fizemos com tanto carinho. Eles deixaram o Carioca Club vestindo elas e carregando a nossa bandeira todinha assinada por todos nós, fãs. Agradeço imensamente o carinho deles.

    Quero agradecer aqui também aos que embarcaram comigo na jornada de reerguer a GACKT BRASIL desde o anúncio do show. Amigos que reencontrei e, de verdade, quero levar pra vida.

    Agradeço também a confiança da RIT Agency, que nos trouxe essa oportunidade.

    MATA KOKO DE AIMASHOU!

    SETLIST @CARIOCA CLUB 07/02/26
    1.Dybbuk
    2. Fall Again
    3.Speed Master
    4.Dispar
    5.Maria
    6.Until The Last Day
    7.Suddenly
    8.RIDE OR DIE
    9.Vanilla 0
    10.Jounetsu no inazuma
    11.JESUS
    12.ALL MY LOVE

    ENCORE
    Mata, Koko de Aimashou
  • [PARTE 1 – YFCz @CARIOCA CLUB – LIVE REPORT] GACKT – ATTACK OF YELLOW FRIED CHICKENZ 07.02.26 – SÃO PAULO, BRASIL

    [PARTE 1 – YFCz @CARIOCA CLUB – LIVE REPORT] GACKT – ATTACK OF YELLOW FRIED CHICKENZ 07.02.26 – SÃO PAULO, BRASIL

    No dia 7 de fevereiro de 2026, tivemos a honra de receber em São Paulo, no Carioca Club o ícone do Jrock, GACKT com sua a banda Yellow Fried Chickenz composta por MiA, Takatora, Hiroto (guitarra), Daichi (baixo) e Hidehiro (bateria). Um show intenso do começo ao fim. Banda e público unidos pelo calor da emoção. Gackt estava completamente entregue ao público brasileiro, marcando a nossa história em sua primeira apresentação no país.

    A expectativa pra grande noite começou às 6 da manhã, quando nós da Gackt Brasil chegamos ao Carioca Club pra receber e auxiliar os fãs no que fosse necessário, fizemos o impossível para que todos os que chegaram cedo tivessem seu lugar assegurado. Uma longa jornada, naquele sábado que amanheceu nublado e desabou em tempestade pelo meio da tarde.

    Os preparativos para esse grande dia começaram muito antes daquele sábado, preparamos com todo carinho adesivos, tatuagens fake e pulseiras neon que foram distribuídos a todos antes da entrada na casa de show. Nossa bandeira, que embora não tenha sido personalizada, foi bem recebida e assinada pelos fãs que deixaram suas marcas e mensagens de carinho e agradecimento à banda. Preparamos também camisetas personalizadas para os membros da banda. 

    A ansiedade batia forte, principalmente para aqueles que esperavam pelo “Bate-papo com o GACKT” e soundcheck que antecederia o show.

     

    BATE-PAPO COM O GACKT E SOUNDCHECK

    GACKT entrou no palco de uma forma um tanto tímida ao som frenético dos fãs. Mas logo começou a incitar o público com “HELLO EVERYONE!”, até mesmo arriscando algumas palavras em português “E AÍ GALERA!”. Então, apresentou os membros da nova formação Yellow Fried Chickenz com muito humor e carisma sempre tentando interagir em português. Pra Takatora, disse que o mesmo tinha dito que estava excitado com as “meninas gostosas”. MiA, anima a galera e agita um coro de “YFC” e GACKT diz que ele está “super super super excitado” e é “meu menino gostoso”. Gackt fica sem jeito com o coro de “Lindo, tesão, bonito e gostosão” que os fãs armam e pergunta “O que isso significa? Gostoso?”.

    Temos o vislumbre da potência da voz de GACKT pela primeira vez naquela noite com um trechinho de Ride or Die. Em seguida, aproveitamos a brecha pra realizar nosso fan Project, que era cantar pra ele o refrão de “U+K”. Embora nossa primeira tentativa tenha sido frustrada pela apresentação dos membros da banda, dessa vez ele parou pra nos ouvir. Primeiramente parecia confuso, sem conseguir identificar qual música estávamos cantando, porém logo soltou um “AHH! WOW!!” e parecia muito contente com nossa homenagem. Provocou um pouco perguntando se queríamos que ele cantasse aquela música, mas entre gargalhadas e pedidos de “canta só um pouquinho”, disse que gostaria de cantá-la mas que infelizmente a banda não sabia e seguiu com “Mizerable” completa. Gackt solta um “UAU!” com a desenvoltura dos fãs durante Mizerable”, que formaram um coro impecável mesmo cantando em japonês.

    Gackt pergunta aos fãs se eles o amam, que obviamente ficam eufóricos e se ouve “aishiteiru” de toda parte da casa de shows. Ele então pergunta como seria “aishiteiru” em português e ao entender o que os fãs respondem, solta “Eu te amo, eu te amo, eu te amo” um tanto tímido e senta-se para que se inicie as perguntas do bate-papo.

    Perguntas respondidas com toda sinceridade e mensagens de apoio para que nós tenhamos confiança em nós mesmos. A última foi mais como uma mensagem de alguém que é fã há mais de 20 anos. Ele reage a mensagem com um “Mas cuidado, se vocês continuarem dizendo coisas assim eu vou acreditar que eu realmente sou um cara legal”. Também diz que São Paulo o faz lembrar de sua cidade natal em Okinawa e que precisa aprender português.

  • [LIVE REPORT – TRADUÇÃO PT-BR] 2026.1.18 KT Zepp YOKOHAMA

    [LIVE REPORT – TRADUÇÃO PT-BR] 2026.1.18 KT Zepp YOKOHAMA

    GACKT YELLOW FRIED CHICKENz 〜WORLD TOUR ATTACK OF YFCz〜
    [Liderando a YFCz, GACKT faz show que envia sinal de fumaça do ano de 2026 no KT Zepp YOKOHAMA]

    As luzes da casa de show se apagam, os efeitos sonoros começam a soar seguidos por uma chuva de aplausos.

    HIDEHIRO (bateria), MiA (guitarra), DAICHI (baixo), HIROTO (guitarra), TAKATORA (guitarra), sobem ao palco nessa ordem. Então o tão aguardado “rei demônio” GACKT, faz sua aparição. Nesse momento a tensão no local sobe instantaneamente.

    Revelado pela primeira vez hoje, a figura de GACKT com cabelo comprido provocou gritos e exclamações do público. GACKT abre os braços e os gritos de excitação aumentam ainda mais. No momento em que ele pegou o microfone os gritos cessaram. No silêncio, apenas a voz de GACKT ecoava.

    “Começa aqui o novo capítulo da YFCz! Se soltem!”
    Ao ouvir isso, o público começou a dançar loucamente.
    A combinação de GACKT com as roupas de rei demônio e penteado, definitivamente fizeram do início desse novo capítulo algo impressionante.

    A primeira música “DYBBUK” com seu impacto faz a energia do lugar subir enquanto GACKT mostra todo o seu carisma.
    Logo veio “SPEED MASTER“, junto a melodia rápida jatos de fumaça branca de CO2. Certamente o momento que o sinal de fumaça foi enviado. Depois, de repente o som muda de melódico para vívido, mudando a atmosfera. O intervalo entre o início da fumaça e o final da música pareceu ser de apenas um instante.

    Durante a terceira música “DISPAR“, o público respondia à bateria em uníssono. Um momento de sincronia perfeita. Encerrando com um “SHOUT!”, o público que já estava arrebatado com as duas últimas músicas puderam sentir o momento em que se fundiram com a banda.

    Como de costume nos shows da YFCz, GACKT seguiu com o jogo de reações entre ele o público, enquanto ele grita “Homens! Mulheres” o pessoal responde gritando ainda mais.
    No momento em que ele grita “Tá divertido Yokohama?”, começa a intro da quarta música “MARIA“. Uma bela harmonia de guitarras, em meio a esse equilíbrio a bateria forte de HIDEHIRO. Deixando uma sensação realmente agradável.
    Então, começa a quinta música “UNTIL THE LAST DAY” com uma nova intro preparada para essa ocasião. A habilidade vocal de GACKT e o som pesado da banda aprimorado ao longo de Maou Symphony causou arrepios no público. A introdução que não soava familiar era, na verdade, a música nova ainda não anunciada.

    Sexta música “FALL AGAIN” foi apresentada pela primeira vez. Com uma composição inédita, GACKT usando distorção em sua expressão, resumindo movimento, quietude, emoção e beleza. Foi o momento em que o público presenciou o nascimento de uma obra de arte.

    A sétima música “SUDDENLY” embriaga a todos com as guitarras e o vocal. O próprio autor do texto se surpreende “Houve nesse local uma momento tão doce assim?”. Me deixei levar de leve por essa emoção. Logo o clima muda pra uma zona mais dança com a oitava música “RIDE OR DIE“. Os movimentos afiados e envolventes de GACKT brilham aos olhos do público, deixando a música ainda mais cativante.

    A nona música “VANILLA 0 -ZERO-“, lançada em 2018 como uma versão rearranjada do clássico atemporal “VANILLA“, foi disponibilizada de forma limitada e foi apresentada pela primeira vez ao vivo. GACKT diz “Vamos dançar junto?” e então a música começa. Em meio ao “Aishitemo ii kai?” (Posso te amar?), homens e mulheres se tornaram vítimas.

    Na décima música “JOUNETSU NO INAZUMA“, os integrantes da banda ficam lado a lado com GACKT, balançando os quadris em perfeita sintonia e levantando o público de forma carismática. A iluminação reforça a sensação de unidade, e todo o local começa a dançar e balançar; cabeça e mente parecem girar sem parar. GACKT retoma o jogo de reações elevando ainda mais e excitação do público.

    Depois de instigar o público gritando seis vezes “Vamos nessa?! Ei!”, “Me deixem ouvir o grito da alma de vocês!” “JESUS”!”. Em meio aos gritos de GACKT, inicia-se a 11ª música, “JESUS“. O público segue em uníssono com a intro gritando “Hey! Hey”. Nesse momento eu vi o rei demônio se tornar Deus.

    A 12ª e última música da setlist principal é “ALL MY LOVE“.

    GACKT diz ao público “Nascemos no mesmo planeta, na mesma era, e finalmente conseguimos nos encontrar assim.” — diz GACKT ao público. Através do microfone e das caixas de som, é possível ouvir até sua respiração. A plateia inteira entra em um estado imersivo, com olhos e ouvidos completamente tomados. No silêncio absoluto, GACKT impõe sua presença avassaladora e encerra a mensagem da canção com uma única frase:
    “Não esqueça. Nós estaremos sempre ao seu lado.”
    Assim se encerra o show principal.

    Após os gritos incessantes de YFCz, os integrantes da banda retornam ao palco e jogam toalhas para o público em um gesto de carinho. Por fim, GACKT reaparece de forma inesperada, com uma toalha presa à boca. O público da primeira fila aguarda, em expectativa máxima. O encore começa com “MATA, KOKO DE AIMASHO“, que começa com uma chamada e transforma aquele tempo de felicidade em algo que parece não ter fim.

    “Vamos nos encontrar aqui de novo!” — promete ele, selando o reencontro com um beijo lançado ao público. O show se encerra envolto em amor, energia e intensidade até o último segundo — uma apresentação verdadeiramente memorável.

    Como abertura de sua turnê mundial, GACKT YELLOW FRIED CHICKENz levará essa mesma intensidade a três países da América do Sul em fevereiro. Mesmo do outro lado do planeta, é certo que eles irão preencher ouvidos, olhos e corações com performances arrebatadoras. Esta noite foi, de verdade, a véspera de uma revolução.

    【SET LIST】
    M1『DYBBUK』
    M2『SPEED MASTER』
    M3『DISPAR』
    M4『MARIA』
    M5『UNTIL THE LAST DAY』
    M6『FALL AGAIN』
    M7『SUDDENLY』
    M8『RIDE OR DIE』
    M9『VANILLA 0 -ZERO-』
    M10『JOUNETSU NO INAZUMA』
    M11『JESUS』
    M12『ALL MY LOVE』
    EN1『MATA, KOKO DE AIMASHO』

    TRADUÇÃO: DANNY CUIN (GACKT BRASIL)
    FONTE: https://gackt-online.bitfan.id/contents/343664
    Photo by Lestat C&M Project

  • Moon Project

    Moon Project

    O universo de MOON SAGA, criado por GACKT, é uma narrativa que atravessa séculos, misturando fantasia, filosofia e espiritualidade para explorar o ciclo da alma, o fardo da imortalidade e a busca pela luz dentro da escuridão. A história se conecta através de múltiplas eras, com personagens que reencarnam, carregando fragmentos de memórias e dilemas eternos.

    ANOTHER WORLD marca o início do Moon Project — o videoclipe e a estética da faixa serviram também como “teaser” do universo que viria a ser explorado em MOON CHILD, filme o GACKT qual foi co-produtor e atuou ao lado de HYDE (L’arc~en~Ciel).

    Com o álbum MOON (2002), introduziu a relação entre amor e memória, vida e reencarnação. No ano seguinte, em 2003, o álbum Crescent deu continuidade à narrativa, aprofundando as conexões entre as almas que se reencontram através do tempo. Cada música soava como uma lembrança de vidas passadas — e GACKT começava a delinear o que chamaria mais tarde de Moon Saga: uma linha de histórias interligadas por destino, dor e redenção.

    Mais de uma década depois, em 2012, o conceito renasceu no palco com Moon Saga: Mysteries of Yoshitsune I, uma peça teatral que misturava drama histórico e fantasia espiritual. Ali, GACKT explorou a ideia de que as almas de seus personagens — e, simbolicamente, das pessoas — se cruzam e renascem em diferentes eras, sempre presas a um ciclo de escolhas e consequências. A segunda parte da saga, Mysteries of Yoshitsune II, foi apresentada em 2014, expandindo essa visão com coreografias, efeitos visuais e uma narrativa que unia o espiritual ao humano.

    O encerramento desse ciclo veio com o álbum Last Moon, lançado em 2016, considerado o capítulo final do universo Moon Saga. Nesse ponto, o conceito retorna à introspecção — a lua, antes símbolo de mistério e destino, torna-se agora o espelho da alma: uma metáfora para o fim e o recomeço, a despedida e a memória que persiste.

    Dentro do universo Moon Saga, GACKT lançou quatro músicas que explorariam simbolicamente as estações do ano:

    ❄️ Setsugekka – The End of Silence (2009) (inverno) – o silêncio que antecede o renascimento.
    🍂 Hakuro (2012) (outono) – o resfriar do tempo, o início da despedida.
    🌸 Sakura, Chiru… (2013) (primavera) – o florescer e o desvanecer da existência.
    ☀️ Akatsukizukuyo – Day Breakers (2014) (verão) – a luz que luta para romper a escuridão.

    Entre música, cinema e teatro, o Moon Saga se tornou um dos projetos mais ambiciosos da carreira de GACKT — uma obra que transcende formatos e que reflete a sua própria visão espiritual sobre a existência.
    É sobre o eterno retorno, a conexão invisível entre as almas e o desejo de compreender o propósito por trás das vidas que vivemos.

    Resumo da Linha do Tempo da MOON SAGA

    Primeira Era – As Origens (700 d.C. – 1200 d.C.)

    O mundo é habitado por humanos e seres espirituais chamados Mononoke (物ノ怪).
    Entre eles nascem híbridos — humanos com poderes especiais — que se tornam guerreiros e sábios.
    Durante o período Heian e Kamakura, surge Yoshitsune, figura central dessa era, e sua relação com os seres espirituais define o início da saga.
    Obras relacionadas: MOON SAGA: Mysteries of Yoshitsune I & II (peça teatral), Last Moon (álbum), Returner ~Yami no Shuen~ (single).


    Segunda Era – A Era das Trevas (1200–1600 d.C.)

    A história se desloca para a Europa, onde os descendentes dos antigos híbridos se tornam os primeiros vampiros.
    Entre eles estão os 13 discípulos e Alucard, guardiões da imortalidade e da maldição do sangue.
    Obras relacionadas: DIABOLOS (álbum), REDEMPTION (single), Diabolos Tour (Visualive).


    Terceira Era – A Maldição Imortal (1600 d.C. – 1888)

    A linhagem dos vampiros continua. Um deles, Lu:ka, encontra o guerreiro Kei, que se torna peça-chave do destino da humanidade.
    Obras relacionadas: MOON (álbum), Crescent (álbum), MOON CHILD (filme).


    Quarta Era – O Futuro e a Redenção (2000 – 2046)

    Em um Japão futurista, Kei reaparece, buscando quebrar o ciclo da imortalidade e relembrar o passado perdido.
    Sua jornada se entrelaça com Sho, Yi-che, Hana e Rin, culminando em um desfecho espiritual sobre amor, sacrifício e o renascimento da alma.
    Obras relacionadas: MOON CHILD (filme), MOON e Crescent (álbuns).

  • O Conceito de “VISUALIVE”: A fusão entre música, narrativa e performance criada por GACKT

    O Conceito de “VISUALIVE”: A fusão entre música, narrativa e performance criada por GACKT

    O termo VISUALIVE foi criado por GACKT para definir um novo formato de espetáculo que ultrapassasse os limites de um show musical convencional. A ideia surgiu no início dos anos 2000, quando o artista buscava uma forma de integrar música, teatro, cinema e tecnologia em uma experiência única. O primeiro VISUALIVE oficial, “Requiem et Reminiscence I” (2001–2002), já trazia essa proposta: um concerto com narrativa, personagens, cenários e projeções que contavam uma história completa.

    Com o sucesso da primeira turnê, GACKT expandiu o conceito ao longo dos anos. Em “Requiem et Reminiscence II” (2008–2009), a história ganhou novas camadas e efeitos visuais mais sofisticados.

    O auge dessa proposta surgiu com o projeto MOON SAGA, um vasto universo conceitual que ultrapassa as fronteiras da música. O projeto inclui as peças teatrais MOON SAGA: Mysteries of Yoshitsune I & II, uma série de álbuns interligados (iniciada com MOON em 2002 e concluída em parte com LAST MOON em 2016), o filme Moon Child.
    Com MOON SAGA, GACKT transformou suas histórias em algo tangível — uma mitologia moderna onde música, imagem e emoção coexistem em perfeita harmonia.

    Cada VISUALIVE é construído em torno de uma história original que se desenrola ao longo das músicas. As canções, vídeos e atuações no palco se interligam como capítulos de um filme. A cenografia é cuidadosamente planejada, utilizando projeções, luzes, figurinos e coreografias para criar um ambiente imersivo.

    É a materialização da ideia de que cada som, cada gesto e cada projeção visual fazem parte de uma mesma narrativa. Luzes, cenografia e figurinos são utilizados como elementos de linguagem — todos a serviço da história. É um espetáculo que exige não apenas um músico, mas um ator, um diretor e um contador de histórias em perfeita sincronia. O público não apenas assiste a um show, mas vivencia uma narrativa completa.

    Mais do que um formato de show, o VISUALIVE se tornou a assinatura artística de GACKT. Sua abordagem inspirou outros músicos a explorarem a fusão entre arte visual e performance, influenciando tanto o cenário do visual kei quanto o da música pop japonesa. Mesmo após mais de duas décadas, o conceito continua evoluindo — provando que, para GACKT, a música é apenas o ponto de partida para contar histórias que transcendem o tempo.

    Mais do que shows, os Visualives são fragmentos de um universo maior — uma ponte entre som, imagem e alma. E é exatamente aí que GACKT se torna singular: ao transformar cada apresentação em um ritual de imersão, onde a música não é apenas ouvida… mas vivida.

  • Yellow Fried Chickenz: um legado atemporal

    Yellow Fried Chickenz: um legado atemporal

    Quando GACKT anunciou o retorno da Yellow Fried Chickenz (YFCz), não se tratava apenas de reviver uma banda — mas de reacender um espírito.
    A YFCz nasceu em 2010 como um festival-conceito, seu propósito era claro e provocador: desafiar a apatia e inspirar coragem. O nome “Yellow Fried Chickenz” (algo como “frangos amarelos fritos”) era uma brincadeira com a expressão “chicken”, usada para se referir a alguém covarde — e transformava o insulto em símbolo de superação e autenticidade.

    O primeiro evento aconteceu em 2010, no CLUB CITTA’ Kawasaki — um show exclusivamente para homens.
    O palco fervia com energia bruta e ironia: o público gritava, suava, respondia ao chamado.
    Era uma celebração da masculinidade não como força física, mas como vulnerabilidade exposta em som e movimento.
    Logo, o projeto cresceu e se tornou uma banda de verdade, com GACKT no vocal, YOU (guitarra), Chachamaru(guitarra), Takumi(guitarra), U:ZO(baixo), Shinya do LUNA SEA (bateria) e, depois, JON dividindo os vocais.
    Essa formação viajou o Japão e a Europa, levando o manifesto YFCz para o mundo.

    Em 4 de julho de 2012, no Nippon Budokan, GACKT anunciou o fim da primeira era da YFCz. Uma despedida apoteótica.
    O projeto nasceu como algo “temporário”, um grito coletivo que só poderia existir enquanto houvesse energia bruta suficiente pra sustentá-lo.
    E, como todo fogo intenso, a chama se extinguiu no auge.

    Em 2024, o grito voltou a ecoar.
    GACKT publicou em sua conta oficial no X (Twitter):

    「12年の時を経てYFCが再開する。5年限りの祭りだ。
    YFCは魂のぶつかり合い。声が枯れるまで叫び合う。
    YFCに耐えられる体を作るために3年かかった。
    オマエも気合い入れて掛かって来い!
    待たせたな。暴れるぞ。」

    Tradução livre:

    “Após 12 anos, o YFC retorna. Será um festival de 5 anos.
    YFC é o choque das almas — gritos até que as vozes se quebrem.
    Levei três anos pra preparar meu corpo pra aguentar o YFC.
    Então vem com tudo.
    Esperei por isso. Vamos enlouquecer.”

    Essa declaração sintetiza o espírito da nova era: não é apenas nostalgia, mas um renascimento físico e espiritual.
    O próprio GACKT afirmou que precisou de anos para se recuperar completamente e estar pronto para “aguentar o YFC novamente”.
    Agora, com uma nova formação e proposta visual renovada, a YFCz se reinventa — mantendo o coração intacto: energia, provocação e conexão real com o público.

    A nova formação conta com:

    • Vocais: GACKT
    • Guitarras: YOHIO(SUBSTITUÍDO POR TAKATORA), MiA, HIROTO
    • Baixo: DAICHI
    • Bateria: HIDEHIRO

    O retorno não foi apenas para reviver o passado — Com energia renovada, a proposta é tornar esse período uma era memorável!

  • [LIVE REPORT] GACKT – LAST SONGS – 45TH BIRTHDAY CONCERT

    [LIVE REPORT] GACKT – LAST SONGS – 45TH BIRTHDAY CONCERT

    SHINKIBA STUDIO COAST 07/04/2018 – Por Danny C.

    Neste ano GACKT celebrou seu aniversário de 45 anos junto a seus fãs no live que recebeu o título de “LAST SONGS” (As últimas canções). “Reuni as canções que gostaria de cantar no final”, foram as palavras dele sobre a realização do evento. A celebração aconteceu no dia 04/07 no Shinkiba Studio Coast, em Tóquio e contou a presença de convidados com quem GACKT gostaria de dividir o palco “pela primeira e última vez”. 

    Fãs ansiosos para o que os aguardava naquela noite. Cortinas fechadas e a típica música que sempre antecede as apresentações de GACKT prepara o público. Uma retrospectiva é projetada mostrando imagens de sus principais trabalhos desde o inicio de sua carreira solo indicando ano e idade do cantor na ocasião sendo finalizada com o logotipo de “LAST SONGS”. Então as cortinas se abrem, o som do violino da introdução de “Mizerable” – Single debut da carreira solo – ressoa energicamente pela casa de show, seguido pelos gritos de excitação do público. GACKT assume o microfone dando inicio a celebração fazendo sua voz ecoar. 

    Após a música de abertura GACKT cumprimenta os fãs com “Boa noite”, repetindo várias vezes, incitando o público que responde cada vez mais alto. Ele conversa e brinca bastante com os fãs sobre sua idade, se desculpa por não estar em boas condições físicas: “Acho que falei demais no programa de rádio de ontem.”, diz ele que se queixa de estar com febre desde a noite anterior. Porém, faria de tudo para levar o show até o final.  Comenta que as músicas escolhidas para a ocasião são aquelas que tem uma importância marcante para ele e anuncia a próxima canção, “Flower”, sempre cantada com muita emoção. O público canta junto e em determinado momento, GACKT deixa o microfone e permite que a voz dos fãs que cantam com entusiasmo ecoe.

    O primeiro convidado é chamado ao palco, Kiryuuin Shou da banda Golden Bomber, fã declarado desde a época da escola, entra cheio de animação. Eles conversam sobre a primeira vez em que Kiryuuin então com 15 anos  falou com GACKT, por telefone, na época em que ele fazia um programa de rádio. GACKT também o elogiou e após algumas brincadeiras referente às músicas, cantam juntos “Ash” e “Lost Angels”. Kiryuuin deixa o palco sob os aplausos do público.

    O próximo é Jon Underdown, vocal da banda FADE, que entre 2011 e 2012 fez parte da banda paralela de GACKT,  a “YELLOW FRIED CHICKENZ”. O público gritava ‘YFC” sem parar. GACKT  e Jon relembram a época em que estavam juntos na banda, GACKT  diz que a próxima música “You Are the Reason” foi escolhida espontaneamente, sem um propósito concreto enquanto ouvia o álbum do “YFC”. E a seguinte “Not Alone”, era um momento oportuno para cantá-la. Ao final GACKT pede aplausos para Jon, que o abraça antes de  deixar o palco.

    Em seguida chama ao palco YOHIO para cantarem a música que compuseram junto “Sakura Chiru” e depois Shinya da banda “Dir en Grey” assume a bateria para “Dears”. 

    GACKT apresenta o convidado especial da noite, o cantor sul coreano K. “Gostaria de saber como esta música soaria com a minha voz e K tocando piano”, diz. E assim, em voz e piano, “Last Song” é apresentada ao público que ouve atentamente e se emociona com a melodia.

    A última música é anunciada, para GACKT a mais importante, por causa de seu conceito. “Setsugekka” foi criada misturando elementos musicais presentes em várias culturas ao redor do mundo a fim de transmitir de forma clara o sentimento presente na cultura japonesa sobre as transições das estações do ano. “Quando terminei essa música eu pensei: será que eu sou um gênio?”, brinca. No fim, as luzes se apagam e todos deixam o palco.

    O público aplaude e clama “GAKUTO”, que volta ao palco. Algum tempo depois as luzes são acesas e Kiryuuin aparece trazendo um bolo de aniversário. Todos cantam parabéns para GACKT que agradece e apaga as velas do bolo. No telão, então, são transmitidos os cumprimentos de HYDE  e YOSHIKI. GACKT  aproveita a mensagem de YOSHIKI para falar sobre a importância de ter alguém mais velho como referência. 

    Dizendo que quer ser essa referência para os fãs e que isso é o que o inspira e o manteve até o final daquela apresentação. Por isso, mesmo cansado e não se sentindo bem, anunciou a música que encerraria a noite “P.S. I Love You”, que emocionou o público com seus arranjos de instrumentos clássicos e foi encerrada com um “P.S. Eu amo todos vocês”.

    Após GACKT deixar o palco, no telão a frase “Muito cedo para levantar sua taça… O 20º aniversário está chegando”, deixando os fãs ansiosos pelo que vem por aí no próximo ano. 

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